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terça-feira, 17 de maio de 2016

Uma breve explicação das interfaces gráficas principais do Linux e BSD


Como no Linux tudo é de código aberto, e qualquer um pode criar qualquer coisa a qualquer momento no sistema, nós vivemos então em um gigantesco dilema: qual interface gráfica utilizar? Qual delas é melhor?
Sim! Nós temos poder de escolha! Você tem uma variedade de interfaces gráficas, algumas mais leves que outras; umas mais elegantes, outras prezando apenas a usabilidade.
E não se limita apenas ao Linux. O mundo dos sistemas BSDs também compartilham essas interfaces disponíveis no sistema do Linux.
Dessas interfaces gráficas, podemos destacar: KDE, GNOME, XFCE, LXDE, MATE, CINNAMON, UNITY, OPENBOX.
E olha que esses são apenas alguns nomes de interfaces gráficas, existem muito mais do que isso.
Detalhe: essas interfaces NÃO podem ser instaladas no Windows.
Vamos então começar a explicar as características delas:

KDE
O Projeto KDE teve início em 1996 com o programador alemão Matthias Ettrich, que criou uma interface baseando-se em outra interface conhecida como CDE, hoje não mais existente. O KDE é bastante famoso por ser muito similar à interface do Windows, e por isso é muito indicado aos iniciantes no Linux que buscam uma familiaridade com o sistema da Microsoft. Foi escrito usando a biblioteca QT, muito utilizada em toda interface, e por isso os programas sempre são parecidos e possuem um mesmo padrão.
O projeto ganhou a versão 4 há poucos anos, e vem se demonstrando cada vez mais estável e estilosa. O KDE é uma das interfaces livres mais elegantes e modernas que existem. Ela é regida por um sistema batizado como Plasma que permite que o usuário adicione widgets na sua área de trabalho. Os widgets nada mais são do que alguns aplicativos que você pode adicionar livremente no seu sistema. Eles podem ser desde pequenos bloquinhos de papel de lembrete, simulando um post-it, até quadros negros para desenhar.
O painel do sistema, ou seja, a barrinha de baixo, é completamente personalizável. Você também pode pôr widgets ali, você pode acrescentar outro painel em qualquer canto da tela, pode deletar todos os widgets. Pode aumentar ou diminuir a barra em ambos os sentidos (horizontal e vertical), pode fazê-la se esconder e tudo mais.
Isso é um recurso muito recorrente no Linux e que também é usado no MacOS X: várias áreas de trabalho. Esse recurso está presente em praticamente TODAS as interfaces gráficas e não se limita apenas ao KDE.
Para entender melhor o que são essas áreas de trabalho múltiplas: http://whylinuxisbetter.net/items/virtual_desktops/index_br.php?lang=br
Agora chegou a hora de ressaltar uma desvantagem do KDE: ele é muito pesado. Recomenda-se um PC com no mínimo 1 GB de RAM para rodá-lo razoavelmente, já que ele pode iniciar consumindo pelo menos 300 MB de RAM.

GNOME
O GNOME é uma das interfaces gráficas mais famosas. Foi criado em 1997 pelos mexicanos Miguel de Icaza e Federico Mena Quinteiro, utilizando a biblioteca GTK, que havia sido criada para o desenvolvimento do programa conhecido como GIMP, que hoje é uma grande referência de programa de código aberto de edição de imagens, muitas vezes comparado ao Photoshop.
As versões 2.x do GNOME faziam muito sucesso e eram padrões em muitas distribuições Linux, como no Ubuntu, Fedora, Debian, Red Hat Enterprise Linux (RHEL), CentOS, entre outras.
Recentemente, o GNOME resolveu mudar completamente sua interface, alterando para a biblioteca GTK 3, e adotando novos ares de modernidade, o que gerou muita desconfiança, assim como aconteceu com o KDE ao mudar para a versão 4. O GNOME 3, ou GNOME-Shell, teve recepção mista pelo público do Linux, o que obrigou muitas distribuições a buscarem alternativas a Interface nova. O Ubuntu, por exemplo, adotou a interface Unity, que era uma derivação do GNOME, mas se tornou uma interface própria nos últimos anos.
O GNOME era reconhecido por ser muito leve, mas ultimamente vem ganhando mais peso, sendo recomendável 1 GB de RAM para rodá-lo bem, já que ele chega a consumir cerca de 250 a 300 MB de RAM ao iniciar. Ou seja, uma das desvantagens do GNOME novo é que ele é pesado e pode requerer muito do seu processador. Além disso, não é possível customizá-lo como no KDE. Não é possível acrescentar novas barras, novos widgets ou qualquer coisa assim, limitando o usuário.

Unity
Originada nas versões Netbook do Ubuntu, desenvolvida pela Canonical, empresa que é responsável pelo desenvolvimento e distribuição do Ubuntu, a Unity acabou se tornando uma interface muito importante em uma das distros mais famosas do mundo. Fez sua estreia na versão 11.04, como uma interface alternativa ao GNOME Clássico, e quando estreou como interface padrão, na versão 11.10, teve uma recepção mista, o que levou muitas pessoas a usarem as versões do Ubuntu com outras interfaces (os Kubuntu e Xubuntu, por exemplo, que possuem KDE e XFCE).
A Unity, no entanto, conquistou muitos adeptos com o passar do tempo, se tornando uma boa opção ao GNOME 3, e ganhou diversas funcionalidades desde então. Sua interface é bonita, elegante e possui efeitos interessantes.
Como a Unity é uma interface que requer um pouco do hardware e como sua versão 2D já não está mais em desenvolvimento, seu peso pode ser uma desvantagem no uso da interface, sendo recomendado cerca de 512 MB a 1 GB de RAM para utilizá-la bem. Além disso, a Unity também é limitada no quesito personalização. Não é possível adicionar widgets ou personalizar as barras, apenas adicionar alguns aplicativos e mudar a aparência das janelas e algumas cores do sistema e ícones.

Cinammon
A distribuição Linux Mint nasceu como uma derivação do Ubuntu, desenvolvido por Clement Lefebvre, tornando a interface gráfica do sistema da Canonical bem mais atraente e familiar a usuários leigos. Logo a distribuição se desvencilhava um pouco das amarras do Ubuntu e, apesar de ainda ter o sistema como base, ele possui programas próprios e repositórios próprios.
Como o Ubuntu tinha o GNOME como interface padrão, o anúncio do GNOME 3 estremeceu as relações da Canonical com o GNOME e os levou à utilização da Unity. Os criadores do Linux Mint, no entanto, se recusavam a usar ambos GNOME 3 e Unity. Eles queriam preservar a elegância de seu sistema e o modo familiar com que ele funcionava. Então eles deram início ao Projeto Cinammon, que pegava o código do GNOME 3 e alterava-o para tornar algo mais similar ao GNOME 2.
Os esforços valeram a pena e hoje o Cinammon é uma belíssima alternativa ao GNOME 3, sendo um pouco mais leve, requerendo pelo menos 512 MB de RAM para rodar bem, com efeitos bonitos e altamente customizável, com os chamados Desklets, que são uma espécie de widget, assim como no KDE.

XFCE
O XFCE é uma interface muito interessante e leve. Foi desenvolvida por Olivier Fourdan, com o objetivo de ser uma interface para rodar em computadores com menos recursos. As distribuições que apresentam a interface geralmente vêm com programas que consomem pouca memória RAM, já que o XFCE em si pode rodar em processadores antigos de pelo menos 500 MHz e com cerca de 256 MB de RAM.
Como foi feita usando GTK+ 2, a interface é muito similar ao GNOME 2, e muitas vezes foi utilizada em seu lugar, como é o exemplo das distribuições Xubuntu e Ubuntu Studio, ambas baseadas no Ubuntu e utilizam essa interface.
Também é altamente customizável, sendo possível acrescentar barras novas, novos itens nas barras e alterar a aparência do sistema e os ícones.
Não há uma grande desvantagem em relação ao XFCE que possa ser citada a não ser a pouca preocupação com os efeitos visuais em algumas distros, o que pode tornar o XFCE um pouco mais feio em relação ao KDE, GNOME, Unity ou Cinammon.

LXDE
O LXDE é uma interface muito leve desenvolvida com foco nos computadores antigos criado pelo taiwanense Hong Jen Yee. Segundo o website oficial do LXDE, a interface é tão leve que chega a rodar em um Pentium II 266 MHz com 192 MB de RAM com uma velocidade razoável, algo impossível para o KDE ou GNOME. Também há uma informação de que ele chega a rodar rápido em um AMD Athlon 1.6 de 1.4 GHz com 128 MB de RAM.
Desenvolvido usando GTK+ 2, a interface lembra um pouco o GNOME 2, e não possui grandes efeitos de tela, justamente para priorizar a velocidade, estabilidade e leveza da interface. Entretanto é altamente customizável.

OpenBox
O OpenBox é uma interface gráfica muito leve, escrita na linguagem C, e usando bibliotecas GTK+. Pode ser incorporada ao GNOME ou ao KDE. É altamente customizável, mas pode ser um pouco complicada e fora do comum para alguns usuários. Sua maior vantagem é poder rodar em computadores muito antigos como um 486DX com 16 MB de RAM.

Bom, aqui está um emaranhado bem explicado de algumas interfaces gráficas. Para encontrar a melhor, basta você testar e escolher. Não existe uma melhor que a outra, só a que melhor atende as suas necessidades.


Confere outros gerenciadores de janelas leves e teste na sua distribuição Linux.

E você, qual interface gráfica utiliza na distro Linux que está usando atualmente ?

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Conhecendo os gerenciadores de janelas leves

O objetivo deste é apresentar os gerenciadores de janelas que são considerados leves no uso de memória e processador.

Bom para máquinas um pouco ultrapassadas e também para aqueles que prezam pelo melhor desempenho do sistema.

OpenBox

OpenBox é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Window System, sob licença GPL. Foi derivado originalmente do Blackbox na versão 0.65.0, mas foi totalmente reescrito em C, e desde a versão 3.0 não é baseado em nenhum código do Blackbox.

Screenshot

Instalação do OpenBox no Debian e derivados
#apt-get install openbox openbox-dev openbox-themes obconf obmenu

Site: http://openbox.org/wiki/Main_Page

IceWM

IceWM é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Windo System, sob licença GPL. Foi desenvolvido em C++ por Marko Macek. É relativamente leve no uso de memória e do uso do processador.
A interface IceWM lembra muito a interface do Windows 95.

Screenshot

Instalação do IceWM no Debian e derivados
apt-get install icewm icewm-common

Site: http://www.icewm.org/

FluxBox

FluxBox é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Window System, sob licença MIT.

Foi desenvolvido em C++ por Henrik Kinnunen.

Uma de suas capacidades é o suporte para abas de janelas (janelas diferentes podem ser agrupadas em abas de uma mesma janela). Também pode executar ações (como minimizar uma janela ou executar um comando pré-determinado) em resposta a sequências de teclas. Essas e outras funcionalidades podem ser configuradas. Outras podem ser lidas na página principal do seu website.

Screenshot

Instalação do Fluxbox no Debian e derivados
#apt-get install fluxbox

Site: http://www.fluxbox.org/

WindowMaker

WindowMaker é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Window System, sob licença GNU.

Foi desenvolvido Objective-C. Tem reputação de ser relativamente rápido e eficiente em comparação com outros gerenciadores de janelas, seu uso é bastante comum em máquinas antigas.

Screenshot

Instalação do WindowMaker com alguns pacotes inclusos no Debian e derivados
#apt-get install wmaker wmcalclock wmcdplay wmforkplop wmifs wmmemload wmnd wmpuzzle

Site: http://windowmaker.org/

LXDE

LXDE é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Window System, sob licença GPL.

O nome LXDE significa "Lightweight X11 Desktop Environment.

O LXDE foi desenvolvido para funcionar bem em máquinas lentas e de baixa performance e para sistemas simplificados como netbooks. É eficiente no uso de energia e rápido comparado com outros gerenciadores de janelas.

Screenshot

Instalação do LXDE no Debian e derivados
#apt-get install task-lxde-desktop lxpanel lxmusic lxsession lxtask lxterminal lxterminal-cache1 libmenu-cache1-dev education-desktop-lxde

Site: http://lxde.org/

XFCE

XFCE é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Window System, sob licença GPL e BSD.

Foi desenvolvido inicialmente por Oliver Fourdan e atualmente desenvolvido por diversos colaboradores.

Diversas distros já incluem por omissão o XFCE instalados por padrão, por exemplo Debian tem uma iso com XFCE, Xubuntu, Slackware, dentre outras distros.

Screenshot

Instalação do XFCE no Debian e derivados
#apt-get install xfwm4 xfwm4-themes

Site: http://www.xfce.org/

MATE

Mate é um gerenciador de janelas para o sistema Unix-like com X Window System, sob licença GPL.

É derivado do Gnome2. Foi desenvolvido devido a mudança "agressiva" do seu sucessor Gnome3, que não agradou todos.

Pode ser descrito como uma continuação do Gnome2, com os recursos do Gnome3, mas com visual intuitivo e tradicional de sua versão anterior. A distribuição que vem por default é o Linux Mint Debian.

Screenshot

Instalação no Debian
Adicionar no arquivo /etc/apt/sources.list de acordo com a versão do Debian
Versão Squeeze
deb http://http.debian.net/debian-backports squeeze-backports(-sloppy) main
Versão Wheezy
deb http://http.debian.net/debian wheezy-backports main
Versão Jessie
deb http://http.debian.net/debian jessie-backports main
#apt-get update
#apt-get -t jessie-backports install "package"
#apt-get install mate-desktop-environment


Site: http://mate-desktop.org/

Feito!