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terça-feira, 31 de março de 2026

Resolvendo erro 404 ao instalar pacotes no Ubuntu

Recentemente, ao tentar instalar o libsqlite3-dev no Ubuntu 24.10 (Oracular), deparei com o seguinte erro:

Err:1 http://security.ubuntu.com/ubuntu oracular-updates/main amd64 libsqlite3-dev amd64 3.46.1-1ubuntu0.2
404 Not Found [IP: 2a06:bc80:0:1000::17 80]
Error: Unable to fetch some archives, maybe run apt-get update or try with --fix-missing?

Por que isso acontece?

O Ubuntu segue um ciclo de lançamento semestral. A cada 6 meses, uma nova versão é lançada, e as versões anteriores são movidas para o repositório old-releases.ubuntu.com.

O Ubuntu 24.10 (codinome "Oracular") foi lançado em outubro de 2024. No entanto, os mirrors e repositórios de segurança podem não ter todas as versões de pacotes imediatamente disponíveis, especialmente durante o período de transição.

Por que o apt update não resolve?

Em alguns casos, mesmo após executar apt update, o erro persiste porque:

  1. O pacote foi movido antes da sincronização
  2. O repositório de segurança pode ter movido o pacote para old-releases antes do apt-get update refletir essa mudança

  3. Sincronização incompleta
  4. Nem todos os mirrors estão sincronizados com o repositório principal

  5. Ciclo de vida curto
  6. Versões não-LTS têm suporte de apenas 9 meses, então os repositórios são migrados mais rapidamente

A Solução

A solução é simples: alterar o sources.list.d/ubuntu.sources para usar old-releases.ubuntu.com em vez de archive.ubuntu.com.

Procedimentos

  1. Faça backup do ubuntu.sources:
  2. sudo cp /etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources /etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources.backup
  3. Edite o arquivo (substitua todas as ocorrências):
  4. sudo sed -i 's/archive.ubuntu.com/old-releases.ubuntu.com/g' /etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources
    sudo sed -i 's/security.ubuntu.com/old-releases.ubuntu.com/g' /etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources

    Ou edite manualmente se o arquivo estiver em outro local como /etc/apt/sources.list.d/ubuntu.sources:

    deb http://old-releases.ubuntu.com/ubuntu oracular main restricted universe multiverse
    deb http://old-releases.ubuntu.com/ubuntu oracular-updates main restricted universe multiverse
    deb http://old-releases.ubuntu.com/ubuntu oracular-security main restricted universe multiverse
  5. Atualize e instale:
  6. sudo apt update
    sudo apt install libsqlite3-dev

É Comum em Versões Não-LTS?

Sim, é relativamente comum, especialmente em versões de curto suporte (non-LTS).

ciclo de Vida do Ubuntu

Versão Codnome Tipo Lançamento Fim de Suporte Status
Ubuntu 24.04 Noble Numbat LTS Abril 2024 Abril 2029 ✅ Suportado
Ubuntu 24.10 Oracular Oriole Non-LTS Outubro 2024 Julho 2025 ✅ Suportado
Ubuntu 23.10 Mantic Minotaur Non-LTS Outubro 2023 Julho 2024 ❌ End of Life
Ubuntu 22.04 Jammy Jellyfish LTS Abril 2022 Abril 2027 ✅ Suportado
Ubuntu 22.10 Kinetic Kudu Non-LTS Outubro 2022 Julho 2023 ❌ End of Life
Ubuntu 21.10 Impish Indri Non-LTS Outubro 2021 Julho 2022 ❌ End of Life
Ubuntu 20.04 Focal Fossa LTS Abril 2020 Abril 2025 ❌ End of Life

Por que é mais comum em non-LTS?

  1. Ciclo mais curto:
  2. Os pacotes são migrados para old-releases mais rapidamente

  3. Menos prioridade:
  4. Mantimentos de repositórios podem priorizar versões LTS

  5. Volume de usuários:
  6. Menos pessoas usam versões non-LTS, então bugs podem demorar mais para serem reportados

  7. Transição de versão:
  8. O período entre o lançamento e a sincronização completa dos mirrors pode gerar inconsistências

Histórico de problemas similares:

  • Ubuntu 23.10 (Mantic)
  • diversos pacotes tiveram problemas semelhantes

  • Ubuntu 22.10 (Kinetic)
  • mesmo problema

  • Ubuntu 21.10 (Impish)
  • mesmo cenário

Considerações finais

Se você encontrar erro 404 ao instalar pacotes em versões não-LTS do Ubuntu, não se preocupe, é um problema comum e facilmente resolvido. A solução de usar old-releases.ubuntu.com é temporária e não deve causar problemas a longo prazo, já que essas versões têm suporte limitado de qualquer forma.

Para ambientes de produção, sempre recomendo usar versões LTS (como 22.04 ou 24.04) para evitar surpresas como essa.

Feito!

quinta-feira, 23 de outubro de 2025

Como resolver o erro "boot failed to start gdm.service" no Ubuntu

Se ao iniciar o Ubuntu você se deparou com a mensagem "boot failed to start gdm.service", é bem provável que o problema esteja relacionado à partição raiz (/) cheia. Quando o sistema atinge 100% de uso da partição principal, diversos serviços deixam de funcionar corretamente — entre eles, o GDM, responsável pela tela de login gráfico.

A seguir, veja como corrigir esse problema de forma segura e eficiente.

  1. Acesse o terminal virtual (TTY)
  2. Como o ambiente gráfico não está inicializando, é necessário usar o terminal virtual.

    Pressione Ctrl + Alt + F2 (ou F3, F4...) para abrir o TTY.

    Em seguida, faça o login com seu nome de usuário e senha.

  3. Verifique o uso da partição raiz
  4. Depois de acessar o terminal, digite:

    df -h

    Esse comando mostra o uso de cada partição. Verifique se a partição / (raiz) está com 100% de utilização. Se estiver, é hora de liberar espaço.

  5. Limpe o cache de pacotes APT
  6. O cache do APT pode ocupar bastante espaço, especialmente se você realiza muitas atualizações. Execute:

    sudo apt clean
    sudo apt autoremove

    Esses comandos removem pacotes e dependências que não são mais necessários.

  7. Remova versões antigas do kernel
  8. Versões antigas do kernel podem consumir vários gigabytes. Para removê-las, execute:

    sudo apt autoremove --purge

    Isso limpa completamente pacotes antigos e libera espaço de forma significativa.

  9. Limpe arquivos de log antigos
  10. Os logs do sistema também podem crescer rapidamente. Para mantê-los sob controle, use:

    sudo journalctl --vacuum-size=50M

    Esse comando limita o tamanho dos logs a 50 MB, descartando os mais antigos.

  11. Confirme se o espaço foi liberado
  12. Execute novamente:

    df -h

    Se o uso da partição diminuiu, ótimo, o problema provavelmente foi resolvido. Caso ainda esteja cheia, siga para as próximas etapas.

  13. Reinstale o ambiente gráfico (se necessário)
  14. Se mesmo após liberar espaço o erro persistir, talvez o GDM ou o pacote do ambiente gráfico tenha sido corrompido. Nesse caso, reinstale-os:

    sudo apt install --reinstall ubuntu-desktop
    sudo apt purge gdm3
    sudo apt install gdm3

    Isso garante que todos os componentes necessários para o login gráfico estejam restaurados.

  15. Reinicie o sistema
  16. Por fim, reinicie o computador:

    sudo reboot

    Após o reinício,o erro "boot failed to start gdm.service" desaparecerá e o sistema deve carregar o ambiente gráfico normalmente.

    Dica final: mantenha sempre um controle do uso de espaço em disco. Você pode usar ferramentas como o Baobab (Analisador de uso de disco) para identificar rapidamente o que está ocupando espaço e evitar que o problema volte a ocorrer.

    Feito!

terça-feira, 12 de novembro de 2024

Instalando driver da NVIDIA no Ubuntu

O presente post, irá orientá-lo na instalação do driver NVIDIA no Ubuntu 24.04 e 24.10, permitindo que você aproveite ao máximo o desempenho da sua GPU NVIDIA. O processo inclui a verificação do driver recomendado para o seu sistema, instalação do driver, configuração do Secure Boot (se aplicável) e uma verificação final para garantir que o driver esteja ativo.

Atualizar o sistema

No terminal, execute os comandos abaixo para garantir que o sistema esteja atualizado:

$ sudo apt update

$ sudo apt upgrade


Verificar o driver NVIDIA compatível

Para ver qual versão do driver é recomendada para o seu hardware, use o comando:

$ ubuntu-drivers devices

Esse comando exibirá uma lista de drivers disponíveis e o driver recomendado para o seu sistema.

Instalar o Driver Recomendado

Substitua XXX pelo número da versão do driver recomendada (por exemplo, 560 ou outra) conforme indicado no passo anterior.

$ sudo apt install nvidia-driver-XXX

Durante a instalação, será solicitado que você crie uma senha para ativação do MOK (Machine Owner Key), necessária se o Secure Boot estiver ativado.

Ativar o Driver NVIDIA com Secure Boot

Após instalar o driver, reinicie o sistema:

$ sudo reboot

Quando o sistema reiniciar, será exibida a tela de gerenciamento MOK (Machine Owner Key). Siga estas instruções:

Selecione "Continue" para avançar no processo de inscrição da chave.

Escolha "Enroll MOK" para inscrever a nova chave.

Digite a Senha: Insira a senha que você configurou durante a instalação do driver.

Confirme a Inscrição: Siga as instruções para concluir a inscrição da chave.

Após essa etapa, o sistema aceitará os módulos do kernel assinados, permitindo o carregamento correto do driver NVIDIA mesmo com o Secure Boot ativado. Reinicie o sistema novamente para aplicar as alterações.

Verificar a instalação

Depois de reiniciar, use o comando abaixo para verificar se o driver está ativo:

$ nvidia-smi

Este comando deve exibir informações sobre a GPU NVIDIA, confirmando que o driver foi instalado corretamente.

Verificar o Estado do Secure Boot Para confirmar se o Secure Boot está habilitado, execute:

$ mokutil --sb-state

A saída deverá indicar "SecureBoot enabled" se o Secure Boot estiver ativo.

Feito!

sexta-feira, 15 de março de 2024

Escolhendo a distribuição Linux ideal para você

Se você é um usuário do Windows interessado em aprender sobre o Linux, está prestes a embarcar em uma jornada emocionante e repleta de oportunidades de aprendizado. Linux é o nome do kernel, que é o núcleo do sistema operacional. Um sistema operacional completo é composto por várias partes, incluindo o kernel (Linux), utilitários do sistema, bibliotecas e aplicativos. Quando as pessoas se referem ao "Linux" como um sistema operacional, geralmente estão se referindo a uma distribuição Linux, que é uma versão específica do sistema operacional Linux combinada com diferentes utilitários, bibliotecas e programas para formar um sistema operacional completo.

Portanto, é mais preciso dizer que o Linux é o kernel, e as distribuições Linux (como Ubuntu, Fedora, Debian, entre outras) combinam o kernel Linux com outros componentes para formar um sistema operacional completo.

  1. Entenda Suas Necessidades:
  2. Antes de escolher uma distribuição Linux, é essencial entender suas necessidades e objetivos. Considere o seguinte:

    Você é novo no Linux ou já possui alguma experiência?

    Você deseja uma distribuição amigável para iniciantes ou está disposto a enfrentar um desafio maior?

    Qual será o principal uso do Linux: desenvolvimento de software, navegação na web, jogos, etc.?

  3. Escolha uma Distribuição Amigável para Iniciantes:
  4. Se você está apenas começando com o Linux e procura uma transição suave do Windows, considere distribuições conhecidas por sua facilidade de uso, como:

    Ubuntu: Uma das distribuições Linux mais populares, conhecida por sua interface amigável e vasta comunidade de suporte.

    Linux Mint: Baseado no Ubuntu, o Linux Mint oferece uma experiência de usuário familiar e vem pré-instalado com muitos aplicativos úteis.

  5. Explore as Opções Intermediárias:
  6. Se você está disposto a se aventurar um pouco mais e deseja uma distribuição que ofereça mais personalização e controle, considere:

    Fedora: Uma distribuição estável e atualizada regularmente, ideal para desenvolvedores e entusiastas do Linux.

    openSUSE: Conhecida por sua robustez e ferramentas de administração avançadas, é uma excelente escolha para usuários intermediários.

    Debian: Conhecida pela sua estabilidade e compromisso com o software livre, o Debian é uma escolha sólida para servidores e sistemas embarcados.

    Arch Linux: Famosa por seu design minimalista e abordagem "faça você mesmo" (do inglês, "do it yourself - DIY"), o Arch Linux é preferido por usuários avançados que desejam maior controle sobre seu sistema.

    Slackware: é uma distribuição Linux venerável, conhecida por sua simplicidade e estabilidade. É uma das distribuições mais antigas ainda em desenvolvimento ativo, mantendo uma abordagem "antiga escola" em relação à administração do sistema, sem muita automação ou ferramentas de configuração automatizadas. O Slackware é preferido por usuários avançados que valorizam o controle direto sobre seu sistema e desejam entender completamente como tudo funciona sob o capô. Sua filosofia de "faça você mesmo" pode ser um desafio para iniciantes, mas para aqueles dispostos a investir tempo em aprender, o Slackware oferece uma experiência de usuário única e altamente personalizável.

    Gentoo: é outra distribuição Linux conhecida por sua abordagem altamente personalizável e orientada para usuários avançados. Ao contrário de muitas outras distribuições que fornecem pacotes binários pré-compilados, o Gentoo adota um modelo de compilação de código-fonte, onde os usuários configuram e compilam cada pacote de software para seus sistemas específicos. Isso permite um controle preciso sobre as otimizações de desempenho e os recursos incluídos em cada programa. Embora o processo de instalação e configuração do Gentoo possa ser mais complexo e demorado do que outras distribuições, é uma escolha popular para usuários que desejam um sistema altamente personalizado e adaptado às suas necessidades específicas. O Gentoo é especialmente adequado para entusiastas de Linux que valorizam o aprendizado e a experiência prática com o sistema operacional.

  7. Experimente distribuições especializadas:
  8. Dependendo de suas necessidades específicas, você também pode considerar distribuições especializadas, como:

    Kali Linux: Projetado para testes de penetração e segurança cibernética.

    Ubuntu Studio: Orientado para artistas e profissionais de multimídia, vem pré-instalado com software de criação de conteúdo.

  9. Teste antes de comprometer-se:
  10. Antes de instalar qualquer distribuição Linux, é uma boa ideia experimentá-la em um ambiente de teste. Muitas distribuições oferecem versões "Live", que permitem iniciar o sistema a partir de um pendrive ou DVD sem alterar o sistema existente. Isso permite que você experimente a distribuição e verifique se atende às suas necessidades antes de fazer a instalação.

Considerações finais:

Escolher a distribuição Linux certa é uma parte importante de sua jornada de aprendizado. Seja qual for a distribuição que você escolher, lembre-se de que o Linux oferece uma comunidade vibrante e uma riqueza de recursos de aprendizado disponíveis online. Não tenha medo de experimentar e explorar as diferentes distribuições até encontrar aquela que melhor se adapta a você. Boa sorte em sua jornada no mundo do Linux.

Entre no grupo Linux no Telegram.

Feito!

segunda-feira, 4 de janeiro de 2021

Configurando Port Knocking no SSH

Mesmo ter alterado a porta default do SSH. Ainda é possível facilmente fazer a varredura de intervalos de portas para descobrir essa porta, mas com Port Knocking, você pode enganar os scanners de porta. Assim antes de conectar via SSH é necessário antes conectar a uma sequência de portas para poder desbloquear a porta especifica utilizada no SSH, que permite a conexão. Dessa forma é mais seguro e simples de implementar, com isso protege o seu servidor de tentativas de conexão SSH não autorizadas.

O objetivo deste howto é explicar a configuração do Port Knocking na distro Debian, mas pode ser feita no Ubuntu também.

Instalando os pacotes necessários

$ sudo apt update
$ sudo apt install openssh-server
$ sudo apt install knockd

Configurando a regra Iptables na porta SSH e Port Knocking

bloqueia-port-ssh.sh
#!/bin/bash
iptables -A INPUT -m conntrack --ctstate ESTABLISHED,RELATED -j ACCEPT
iptables -A INPUT -p tcp --destination-port 22 -j DROP

$ chmod +x bloqueia-port-ssh.sh
# ./bloqueia-port-ssh

Configurar o Port Knocking

# vim /etc/knockd.conf
[openSSH]
sequence = 7001,8001,9001
seq_timeout = 5
command = /sbin/iptables -A INPUT -s %IP% -p tcp --dport 22 -j ACCEPT
tcpflags = syn

Nesta seção, voce pode alterar a sequência de portas que precisam ser acionadas. Para esse exemplo, foi utilizado as portas 7001, 8001, 9001. Altere o seq_timeout = 5 para seq_timeout = 10, e para a seção cloneSSH, faça o mesmo para a linha seq_timout. Também há uma linha de sequência na seção closeSSH que você também precisa modificar.

Habilitar e inicializar o serviço knockd

# vim /etc/default/knockd

Altere de 0 na seção START_KNOCKD para 1

Iniciliza o serviço knockd

# service knockd start

Muito bem está instalado e configurado o Port Knocking. Agora para conectar no SSH, é necessário enviar pacotes nas portas definidas, nesse caso 7001,8001 e 9001.

$ telnet IPSERVIDOR 7001
$ telnet IPSERVIDOR 8001
$ telnet IPSERVIDOR 9001

Por fim, conecte no SSH

$ ssh usuario@ipservidor -p port

Para fechar o SSH, execute:

$ telnet IPSERVIDOR 9001
$ telnet IPSERVIDOR 8001
$ telnet IPSERVIDOR 7001

Feito!

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Instalando e Configurando o Nginx e PHP 8 beta4 no Ubuntu

O objetivo deste post é descrever os procedimentos de instalação e configuração do Nginx e PHP 8 beta4 que foi lançado em 17 de Setembro de 2020.

Ressaltando que por ser versão beta, não é recomendado utilizar em ambiente de produção, apenas em ambiente local, ok?

Instalação do servidor web Nginx

$ sudo apt install nginx

Instalação das dependências necessárias

$ sudo apt install -y wget gcc pkg-config libxml2-dev sqlite3 libsqlite3-dev zlib1g libz-dev

Download do PHP 8.0 beta4

$ wget -c https://downloads.php.net/~pollita/php-8.0.0beta4.tar.xz -o-

Extração do PHP 8.0 beta4 que foi feito o download

$ tar -Jxxvf php-8.0.0beta4.tar.xz && mv php-8.0.0beta4.tar.xz php-8

Acessar o diretório extraído

$ cd php-8

Habilitaro FPM e PDO MySQL no PHP

$ ./configure --enable-fpm --with-pdo-mysql

Compilação e instalação

$ make && sudo make install

Renomear o arquivo php.ini-development para php.ini

$ sudo cp php.ini-development /usr/local/php/php.ini

$ sudo vim /usr/local/php/php.ini

/cgi.fix

retira o ; na linha correspondente cgi.fix_pathinfo e deixe conforme abaixo

cgi.fix_pathinfo=0

ESC +:x (salvar e sair do editor vim)

$ sudo /usr/local/etc/php-fpm.d/www.conf.default /usr/local/etc/php-fmp.d/www.conf
$ sudo cp sapi/fpm/php-fpm /usr/local/bin
$ sudo cp sapi/fpm/php-fpm.conf /usr/local/etc/php-fpm.conf
$ sudo vim /usr/local/etc/php-fmp.d/www.conf

Alterar o usuário e grupo nas linhas correspondentes a user e group para www-data que é o usuário e grupo do servidor na distro Debian e derivados.
ESC +:x

$ sudo vim /usr/local/etc/php-fpm.conf

Adicionar no final do arquivo

include=/usr/local/etc/php-fpm.d/*.conf

Reload das configurações feitas

$ sudo /usr/local/bin/php-fpm
$ sudo vim /etc/nginx/sites-available/default

Adicionar index.php antes de index.html em index

Ajustar também as configurações feitas anteriormente no PHP FPM

location ~\.php$ {
include fastcgi_params;
fastcgi_index index.php;
fastcgi_param SCRIPT_FILENAME $document_root$fastcgi_script_name;
fastcgi_param SCRIPT_NAME $fastcgi_script_name;
fastcgi_pass 127.0.0.1:9000;
}

ESC + :x (salvar e sair do editor vim)

$ sudo service nginx restart

Como o ambiente PHP 8 beta4 está em ambiente local e para ter permissão de escrita no DocumentRoot default do servidor web Nginx, então pode atribuir permissão ao seu usuário regular no /var/www/html

$ sudo chown -R $USER:USER /var/www/html $ sudo vim /var/www/html/info.php
    <?php 
      phpinfo();
  

Salva o arquivo e acessa no browser http://localhost/info.php

Feito!

domingo, 13 de setembro de 2020

Conhecendo o Remmina

O que é Remmina?

Remmina é um cliente de ambiente de trabalho remoto para sistemas operacionais baseados em POSIX. Ele possui suporte aos protocolos Remote Desktop Protocol, VNC, NX, XDMCP, SPICE e SSH.

É utilizado para acessar máquinas Windows a partir do Linux de forma remota.

O Remmina é software livre sob licença GNU GPL, escrito em C e GTK+.

Características do Remmina

  • Permite manter uma lista de perfis de conexão, organizados por grupos;
  • Permite fazer conexões colocando diretamente o endereço do servidor;
  • Os desktops remotos com resoluções mais elevadas são roláveis/escaláveis na janela e no modo de tela cheia;
  • Modo de tela cheia View-port: a área de trabalho remota ajusta automaticamente quando o mouse se move sobre a borda da tela;
  • Barra de ferramentas flutuante no modo de tela cheia, permite alternar entre os modos, ativar o teclado, minimizar, etc;
  • Interface com guias, opcionalmente gerenciada por grupos;
  • Ícone da bandeja, permite acessar rapidamente perfis de conexão configurados.

Instalação do Remmina no Ubuntu/Mint via APT

Adicionar o repositório do Remmina

$ sudo add-apt-repository ppa:remmina-ppa-team/remmina-next

Atualizar o gerenciador de pacotes

$ sudo apt update

Instalar o pacote e os plugins do Remmina

$ sudo apt install remmina remmina-plugin-rdp remmina-plugin-secret

Instalação do Remmina no Fedora

Adicionar o repositório do Remmina

$ dnf copr enable hubbitus/remmina-next

Instalação do pacote Remmina

$ dnf upgrade --refresh 'remmina*' 'freerdp*'

Raspberry Pi

$ sudo apt install dirmngr
$ sudo apt-key adv --fetch-keys https://www.remmina.org/raspbian/remmina_raspbian.asc
$ sudo bash -c 'echo "deb https://www.remmina.org/raspbian/ buster main" > /etc/apt/sources.list.d/$ remmina_raspbian.list'
$ sudo apt update
$ sudo apt install remmina
$ sudo apt install gnome-keyring

Referências

https://remmina.org/how-to-install-remmina/

Feito!

quarta-feira, 22 de janeiro de 2020

Instalando Spotify no Linux

O que é Spotify ?


Spotify é um serviço de streaming de música, podcast e vídeo que foi lançado oficialmente em 7 de outubro de 2008. É o serviço de streaming mais popular e usado do mundo. Foi desenvolvido pela startup Spotify AB em Estocolmo, Suécia.

O objetivo deste post é apresentar os procedimentos de instalação do Spotify nas principais distribuições Linux.

Debian/Ubuntu

$ curl -sS https://download.spotify.com/debian/pubkey.gpg | sudo apt-key add -

> $ echo "deb http://repository.spotify.com stable non-free" | sudo tee /etc/apt/sources.list.d/spotify.list

$ sudo apt-get update && sudo apt-get install spotify-client

Fedora

$ sudo dnf install https://download1.rpmfusion.org/nonfree/fedora/rpmfusion-nonfree-release-$(rpm -E %fedora).noarch.rpm

$ sudo dnf install lpf-spotify-client

$ lpf update

openSUSE

$ sudo zypper addrepo --refresh https://download.opensuse.org/repositories/system:/snappy/openSUSE_Leap_15.0 snappy

$ sudo zypper dup --from snappy

$ sudo zypper install snapd

$ sudo systemctl enable snapd
sudo systemctl start snapd

$ sudo systemctl enable snapd.apparmor
$ sudo systemctl start snapd.apparmor

$ sudo snap install spotify

Arch/Manjaro

$ pamac build spotify

Feito!

domingo, 13 de outubro de 2019

Instalando driver da NVIDIA no Debian e derivados

O objetivo deste howto é explicar os procedimentos de instalação da placa de vídeo NVIDIA no Debian e derivados.

Se aplica também para quem tem VGA híbridos Intel e NVIDIA.



Segue os procedimentos:

1. Acesse o site NVIDIA Drivers , selecione a versão do driver NVIDIA que tem no seu computador ou notebook. Pesquise pela versão NVIDIA
2. $ apt search nvidia
Verifique por nvidia-drivers-X, onde X é a versão mais próxima do resultado encontrado no item 1.
$ sudo apt install nvidia-driver-X
Onde o X é a versão correspondente mais próxima do resultado encontrado no item 1.
3. Verificar o nouveau esta na backlist
$ cd /etc/modprobe.d

olhar o arquivo gerado nvidia-graphics-drivers.conf que contém os conteúdos
blacklist nouveau
blacklist lim-nouveau
alias nouveau off
alias lbm-nouveau off
Caso não gerou o arquivo nvidia-graphics-drivers.conf, então crie-o e adicione o mesmo conteúdo no arquivo.

4. Gerar o arquivo initrd do Kernel

$ sudo update-initramfs -u

Antes de reiniciar, ao executar

$ sudo lsmod | grep -i nvidia
sem retorno

$ sudo lsmod | grep -i nouveau
com retorno

Após reiniciar, o resultado será ao contrário, com retorno da nvidia e nenhum do nouveau.

$ sudo reboot

Feito!

sexta-feira, 19 de julho de 2019

Instalando o FortiClient VPN no Ubuntu e Fedora

O presente post é de apresentar os procedimentos de instalação do FortiClient VPN nas distros Ubuntu e Fedora e por fim como estabelecer conexão ao servidor VPN.

Instalação do FortiClient no Linux

Ubuntu 18.04.1
Adicionar a chave GPG
wget -O - https://repo.fortinet.com/repo/ubuntu/DEB-GPG-KEY | sudo apt-key add -
Adicionar no /etc/apt/sources.list
deb [arch=amd64] https://repo.fortinet.com/repo/ubuntu/ bionic multiverse
Atualização do repositório
sudo apt-get update
Instalação do Forticlient via APT
sudo apt install forticlient

Fedora
Adicionar no repositório
sudo dnf config-manager --add-repo https://repo.fortinet.com/repo/centos/7/os/x86_64/fortinet.repo
Instalação do Forticlient via YUM
sudo yum install forticlient

Conectar no servidor VPN com o cliente VPN FortiClient

Apenas adapte o host e usuário cadastrado no servidor VPN
forticlientsslvpn_cli --server servidor.vpn.com --vpnuser seu.usuario

Referências:

https://www.forticlient.com/repoinfo

Feito!

quarta-feira, 29 de maio de 2019

Configurando Vhost do Nginx no Debian

O que é Vhost?

Vhost é a capacidade de ter diversos sites ou sistemas no mesmo servidor de forma isolada. Assim é possível ter vários domínios ou subdomínios no mesmo servidor.

O presente howto tem como objetivo explicar os procedimentos de configurar Vhost do Nginx no Debian, mas também funciona em distros derivadas do Debian, como o Ubuntu por exemplo.

Configuração do Vhost
Primeiramente é preciso instalar o Nginx no Debian/Ubuntu, o qual pode ser instalado via APT.

# apt update
# apt install nginx php7.2 php7.2-fpm php7.2-mysql php7.2-gd php7.2-mysql mysql-server


Então segue os procedimentos para configuração do Vhost no Nginx abaixo:

O Nginx tem um arquivo de configuração de Vhost de exemplo, então pode fazer uma cópia deste arquivo para cada Vhost que for criar, depois alterar o server_name, root e Directory para o Vhost correspondente.

# cp /etc/nginx/sites-available/default /etc/nginx/sites-available/default.bkp

O nome app.local coloca o nome que quiser, geralmente é comum colocar o nome do domínio/subdomínio do Vhost correspondente.
# vim /etc/nginx/sites-available/app.local
Altere o arquivo para ficar como este, apenas altere o diretório de localização do seu site ou sistema.

server {
  # Porta WEB
 listen 80 default_server;
 listen [::]:80 default_server;
 
 # Nome do servidor
 server_name app.local;     

 # Diretorio de Log
 access_log /var/log/nginx/access.log;
 error_log /var/log/nginx/error.log;
 rewrite_log on;

 # Diretorio dos arquivos web
 root /var/www/html/app/public;
 
 # Extensões de arquivos que serão lidos
 index index.php index.html;

 client_max_body_size 128M;

 # URL amigáveis
 location / {
  try_files $uri $uri/ /index.php?$query_string;
 }

 # Configurações PHP FPM.
    location ~* \.php$ {
         fastcgi_pass unix:/run/php/php7.2-fpm.sock;
         fastcgi_index index.php;
         fastcgi_split_path_info ^(.+\.php)(.*)$;
         include /etc/nginx/fastcgi_params;
  fastcgi_param SCRIPT_FILENAME $document_root$fastcgi_script_name;
    }

 # Bloqueia arquivo com .ht (Nginx não utiliza o .htaccess como o Apache)
 location ~ /\.ht {
  deny all;
 }

 # Configura cache das extensões abaixo para expirar em 365 dias
 location ~* \.(?:ico|css|js|jpe?g|JPG|png|svg|woff)$ {
    expires 365d;
 }

}

Nota: A configuração do Vhost acima é de uma aplicação web, que funciona na rede interna, para rede externa, só alterar o ServerName para o nome de domínio válido no registro.br.

Explicação das configurações essenciais para o funcionamento do Vhost no Nginx

1. Na linha listen devemos colocar a porta que o Nginx escutará que é a porta padrão 80. A opção default_server deverá ser usada em somente uma configuração, pois essa será a principal do servidor.
2. Na linha server_name deverá ser inserido o nome do seu domínio.
3. Na directiva root deverá ser o caminho da sua aplicação, dos seus arquivos em PHP por exemplo.
4. No bloco de configurações do PHP é usado o PHP 7.2, caso esteja usando outra versão do PHP deve ser alterado a opção fastcgi_pass unix:/run/php/php7.2-fpm.sock; alterando o PHP7.2 para a versão instalada no seu servidor.

Testes de configuração
# nginx –t
nginx: the configuration file /etc/nginx/nginx.conf syntax is ok nginx: configuration file /etc/nginx/nginx.conf test is successful

Se o retorno foi ok conforme acima, então podemos habilitar o Vhost

Habilitar o Vhost app.conf
# ln -s /etc/nginx/sites-available/app.local /etc/nginx/sites-enabled/app.local

Reinciar o Nginx
# service nginx restart

Como neste caso o Vhost é na rede interna, então para simular o domínio é necessário adicionar no arquivo /etc/hosts o IP do servidor seguido do nome ServerName definido no arquivo Vhost.
Para que uma máquina com Windows possa acessar a aplicação com o Vhost, o arquivo hosts é C:\Windows\System32\drivers\etc\hosts
Abrir com Bloco de Notas como Administrador o arquivo hosts no caminho mencionado.

IPSERVIDOR app.local

Abre o browser e acesse http://app.local

Para criar outro Vhost, copie o arquivo do Vhost criado anteriormente e troque o server_name, root e Directory para o Vhost corresponde, habilita o novo Vhost, reiniciar o Nginx e adicione no arquivo hosts.

Feito!

domingo, 26 de maio de 2019

Instalando o VirtualBox 6 no Debian/Ubuntu

O que é VirtualBox ?

O VirtualBox é um software de virtualização para arquitetura x86 e AMD64 / Intel64 para uso desktop. O VirtualBox não é apenas um produto extremamente rico em recursos e alto desempenho para clientes corporativos, mas também é a única solução profissional disponível gratuitamente como Software de Código Aberto sob os termos da Licença Pública Geral GNU (GPL) versão 2.

Atualmente, o VirtualBox é executado em hosts Windows, Linux, Macintosh e Solaris e suporta um grande número de sistemas operacionais convidados, incluindo, sem limitação, Windows (NT 4.0, 2000, XP, Server 2003, Vista, Windows 7, Windows 8, Windows 10). ), DOS / Windows 3.x, Linux (2.4, 2.6, 3.xe 4.x), Solaris e OpenSolaris, OS/2 e OpenBSD.

O presente post apresenta os procedimentos de instalação do VirtualBox 6 no GNU/Linux que pode aplicar nas distribuições Debian e Ubuntu.

Atualizar o repositório e instalar os pré requisitos
sudo apt update
sudo apt install gcc make linux-headers-$(uname -r) dkms


Adicionar o VirtualBox no repositório
$ wget -q https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox_2016.asc -O- | sudo apt-key add -
$ wget -q https://www.virtualbox.org/download/oracle_vbox.asc -O- | sudo apt-key add -

$ sudo sh -c 'echo "deb [arch=amd64] http://download.virtualbox.org/virtualbox/debian $(lsb_release -sc) contrib" >> /etc/apt/sources.list.d/virtualbox.list'

Após adicionar no repositório, podemos fazer a instalação do VirtualBox via APT, segue:
$ sudo apt install virtualbox-6.0

Feito!

segunda-feira, 29 de abril de 2019

Instalando o VSCode no Linux

O que é VSCode?

O Visual Studio Code é um editor de código-fonte desenvolvido pela Microsoft para Windows, Linux e macOS. Ele inclui suporte para depuração, controle Git incorporado, realce de sintaxe, complementação inteligente de código, snippets e refatoração de código.

Instalação do VSCode
Primeiro faça o download conforme a distro e arquitetura 32 bits ou 64 bits no https://code.visualstudio.com/download

OBS:

Até a presente data de publicação desta postagem, a versão do VSCode é 1.33.1, então verifique o arquivo .deb ou .rpm no download na instalação que segue substituindo pela versão atual.

Debian e Ubuntu:
$ sudo dpkg -i code_1.33.1-1554971066_amd64.deb

CentOS e Fedora:
$ sudo rpm -i code-1.33.1-1554971173.el7.x86_64.rpm

Após instalar o VSCode, o atalho para abrir pelo terminal é: code.

Feito!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

Instalando o Sublime Text no Linux

O que é Sublime Text?

O Sublime Text é um editor de código fonte proprietário de multiplataforma, isto é, Windows, GNU/Linux, MacOS, desenvolvido em Python. Ele suporta nativamente muitas linguagens de programação, de marcação, e funções podem ser adicionadas por usuários com plug-ins, geralmente construídos pela comunidade e mantidos sob licenças de software livre.

O Sublime Text é o editor preferido dos desenvolvedores web, concorre com os editores, como o VSCode e Atom.

Chega de papo e vamos instalar o editor Sublime Text na distro conforme segue abaixo.

Instalação do Sublime Text
Slackware
$ wget -c https://packages.slackonly.com/pub/packages/14.2-x86/development/sublime_text/sublime_text-3.1.26-i586-1_slonly.txz
# upgradepkg --install-new sublime_text-3.1.26-i586-1_slonly.txz


Debian e Ubuntu
$ wget -qO - https://download.sublimetext.com/sublimehq-pub.gpg | sudo apt-key add -
$ echo "deb https://download.sublimetext.com/ apt/stable/" | sudo tee /etc/apt/sources.list.d/sublime-text.list
$ sudo apt-get update
$ sudo apt install sublime-text


CentOS e Fedora
YUM
$ sudo rpm -v --import https://download.sublimetext.com/sublimehq-rpm-pub.gpg
$ sudo yum install sublime-text

DNF
$ sudo rpm -v --import https://download.sublimetext.com/sublimehq-rpm-pub.gpg
$ sudo dnf config-manager --add-repo https://download.sublimetext.com/rpm/stable/x86_64/sublime-text.repo


Arch e Manjaro
$ curl -O https://download.sublimetext.com/sublimehq-pub.gpg && sudo pacman-key --add sublimehq-pub.gpg && sudo pacman-key --lsign-key 8A8F901A && rm sublimehq-pub.gpg
$ echo -e "\n[sublime-text]\nServer = https://download.sublimetext.com/arch/stable/x86_64" | sudo tee -a /etc/pacman.conf
$ sudo pacman -Syu sublime-text


openSUSE
$ sudo rpm -v --import https://download.sublimetext.com/sublimehq-rpm-pub.gpg
$ sudo zypper addrepo -g -f https://download.sublimetext.com/rpm/stable/x86_64/sublime-text.repo
$ sudo zypper install sublime-text


Após instalar o Sublime Text, o atalho para abrir pelo terminal é: subl
Então é comum abrir pelo terminal em background, ou seja, dessa forma: subl &

Referências
https://www.sublimetext.com/docs/3/linux_repositories.html

Feito!

domingo, 23 de setembro de 2018

Configurando Vhost do Apache no Debian

O que é Vhost?

Vhost é a capacidade de ter diversos sites ou sistemas no mesmo servidor de forma isolada.
Assim é possível ter vários domínios ou subdomínios no mesmo servidor.
O presente howto tem como objetivo explicar os procedimentos de configurar Vhost do Apache no Debian, mas também funciona em distros derivadas do Debian, como o Ubuntu por exemplo.

Configuração do Vhost

Considerando que já tenha o ambiente com Apache, PHP e os módulos PHP necessários já instalado, caso ainda não tenha, então segue o howto de configuração do ambiente PHP 7 no Linux (Debian/Ubuntu) .

Caso já tenha o ambiente PHP 7 no Debian/Ubuntu, então segue os procedimentos abaixo:
O Apache tem um arquivo de configuração de Vhost de exemplo, então pode fazer uma cópia deste arquivo para cada Vhost que for criar, depois alterar o ServerName, DocumentRoot e Directory para o Vhost correspondente.

# cp /etc/apache2/sites-available/000-default.conf /etc/apache2/sites-available/app.conf
O nome app.conf coloca o nome que quiser, geralmente é comum colocar o nome do domínio/subdomínio do Vhost correspondente.

# vim /etc/apache2/sites-available/app.conf
Altere o arquivo para ficar como este, apenas altere o diretório de localização do seu site ou sistema.
< VirtualHost *:80 >
ServerName app.local
DocumentRoot "/var/www/html/app/public"
ErrorLog ${APACHE_LOG_DIR}/app.error.log
CustomLog ${APACHE_LOG_DIR}/app.access.log combined
< Directory "/var/www/html/app/public" >
        Options Indexes FollowSymLinks
        AllowOverride All
        Require all granted
< /Directory >
< /VirtualHost >
Nota: A configuração do Vhost acima é de uma aplicação web, que funciona na rede interna, para rede externa, só alterar o ServerName para o nome de domínio válido no registro.br.

Habilitar o Vhost app.conf
# a2ensite app.conf

Reload do Apache2
# systemctl reload apache2

Como neste caso o Vhost é na rede interna, então para simular o domínio é necessário adicionar no arquivo /etc/hosts o IP do servidor seguido do nome ServerName definido no arquivo Vhost.
Para que uma máquina com Windows possa acessar a aplicação com o Vhost, o arquivo hosts é C:\Windows\System32\drivers\etc\hosts
Abrir com Bloco de Notas como Administrador o arquivo hosts no caminho mencionado.
Adicionar no arquivo hosts
IPSERVIDOR    app.local 
Abre o browser e acesse http://app.local

Para criar outro Vhost, copie o arquivo do Vhost criado anteriormente e troque o ServerName, DocumentRoot e Directory para o Vhost corresponde, habilita o novo Vhost, reload no Apache e adicione no arquivo hosts.

Feito!

sábado, 10 de março de 2018

Configurando um servidor DNS no Debian

O que é DNS e pra que serve?

O Domain Name System (DNS) é um sistema de gerenciamento de nomes hierárquico e distribuído para computadores, serviços ou qualquer recurso conectado à Internet ou numa rede privada.

O DNS apresenta uma arquitetura cliente/servidor, podendo envolver vários servidores DNS na resposta a uma consulta. A função do servidor DNS é resolver nomes para os endereços IP e de endereços IP para nomes respectivos, e permitindo a localização de hosts no determinado domínio.

O software mais utilizado para configurar servidor DNS no GNU/Linux e FreeBSD é o BIND. Este software geralmente se encontra localizado no servidor DNS primário. O servidor DNS secundário é uma espécie de cópia de segurança do servidor DNS primário.

Depois de conhecer o DNS e para que serve, pode-se seguir o howto seguinte para configurar o servidor DNS na sua rede, apenas adapte o endereço IP e o nome de domínio.

Observação 1: Para uso de servidor DNS na rede interna é comum usar o sufixo .int para representar interno e não confundir com um domínio externo. Já se for configurar o servidor DNS na rede externa disponível na Internet, usa normal, só antes deve registrar o domínio no https://registro.br

Observação 2: O presente howto foi configurado e testado na distribuição Linux Debian 9, mas pode ser configurado na distro Ubuntu também.

Ok. Vamos nessa então? Abre o terminal, logue como root e segue os procedimentos seguintes.

# apt-get update
# apt-get install bind9 dnsutils whois
Observação: Este howto será utilizado o editor de texto Vim, mas o leitor pode usar outro editor que achar melhor.
Para novatos no editor Vim, para salvar e sair é ESC + :x

Configurando endereço IP fixo
# vim /etc/network/interfaces
# This file describes the network interfaces available on your system
# and how to activate them. For more information, see interfaces(5).

source /etc/network/interfaces.d/*

# The loopback network interface
auto lo
iface lo inet loopback

# The primary network interface
allow-hotplug enp0s3
iface enp0s3 inet static
address 192.168.1.6
netmask 255.255.255.0
gateway 192.168.1.1
# This is an autoconfigured IPv6 interface
iface enp0s3 inet6 auto
Alterar os arquivos hosts e hostname respectivamente
# vim /etc/hosts
Adicione a linha
127.0.0.1       localhost
127.0.1.1       perolanegra
192.168.1.6     perolanegra.saitam.int perolanegra
192.168.1.6     saitam.int
192.168.1.6     app.saitam.int
192.168.1.6     adm.saitam.int
192.168.1.6     carreiras.saitam.int

# The following lines are desirable for IPv6 capable hosts
::1     localhost ip6-localhost ip6-loopback
ff02::1 ip6-allnodes
ff02::2 ip6-allrouters

# vim /etc/hostname
perolanegra.saitam.int
Acessar até o diretório onde estão os arquivos do Bind
# cd /etc/bind
Criar as zona direta e reversa no arquivo named.conf.local
# vim named.conf.local
//Zona direta
zone "saitam.int" { //nome de domínio
  type master;
  file "/etc/bind/db.saitam"; //nome do arquivo que contém os endereços DNS
};

//Zona reversa
zone "1.168.192.in-addr.arpa" { //último quarteto do IP
  type master;
  file "/etc/bind/db.192";
};
Verificar se o arquivo de configuração contém erros
# named-checkconf
Criar os arquivos da zona direta e reversa
Zona direta
# vim db.saitam
;
; BIND data file for local loopback interface
;
$TTL    604800
@       IN      SOA     perolanegra.saitam.int root.saitam.int (
                         2018031000     ; Serial
                         604800         ; Refresh
                          86400         ; Retry
                        2419200         ; Expire
                         604800 )       ; Negative Cache TTL
;
@               IN      NS      perolanegra.
@               IN      A       192.168.1.6
@               IN      AAAA    ::1
router          IN      A       192.168.1.1
gateway         CNAME   router
app             IN      A       192.168.1.6
adm             IN      A       192.168.1.6
carreiras       IN      A       192.168.1.6
www             CNAME   saitam.int

Zona reversa
# vim db.192
;
; BIND reverse data file for local loopback interface
;
$TTL    604800
@       IN      SOA     perolanegra.saitam.int root.saitam.int. (
                         2018031000     ; Serial
                         604800         ; Refresh
                          86400         ; Retry
                        2419200         ; Expire
                         604800 )       ; Negative Cache TTL
;
@       IN      NS      perolanegra.saitam.int.
6       IN      PTR     perolanegra.saitam.int.
6       IN      PTR     saitam.int.
1       IN      PTR     router.saitam.int.
6       IN      PTR     app.saitam.int.
6       IN      PTR     adm.saitam.int.
6       IN      PTR     carreiras.saitam.int.

Verificar se o arquivo de zona direta e reversa contém erros
# named-checkzone saitam.int /etc/bind/db.saitam.int
zone saitam.int/IN: loaded serial 2018031000
OK
# named-checkzone 1.168.192.in-addr /etc/bind/db.192
zone 1.168.192.in-addr/IN: loaded serial 2018031000
OK

Caso tenha ocorrido algum erro nos testes acima no seu servidor DNS, revise os arquivos de configuração com atenção, pois um ";" pode fazer a diferença na configuração do Bind.

Reiniciar o serviço Bind9
# /etc/init.d/bind9 restart
[ ok ] Restarting bind9 (via systemctl): bind9.service.

Para podermos usar o domínio configurado deve adicionar no arquivo /etc/resolv.conf Nas máquinas clientes deve trocar o IP do servidor DNS que utiliza pelo o IP da máquina que configurou o servidor DNS para poder resolver nomes usando o servidor DNS configurado.

# vim /etc/resolv.conf
domain saitam.int
search saitam.int
nameserver 192.168.1.6
Agora vamos verificar a resolução de nomes
# nslookup saitam.int
Server: 192.168.1.6
Address: 192.168.1.6#53

Name: saitam.int
Address: 192.168.1.6
# nslookup router
Server:         192.168.1.6
Address:        192.168.1.6#53

Name:   router.saitam.int
Address: 192.168.1.1
# nslookup 192.168.1.6
Server:         192.168.1.6
Address:        192.168.1.6#53

6.1.168.192.in-addr.arpa        name = carreiras.saitam.int.
6.1.168.192.in-addr.arpa        name = saitam.int.
6.1.168.192.in-addr.arpa        name = app.saitam.int.
6.1.168.192.in-addr.arpa        name = adm.saitam.int.
6.1.168.192.in-addr.arpa        name = perolanegra.saitam.int.
Referências
[1] https://pt.wikipedia.org/wiki/Domain_Name_System
[2] http://tldp.org/HOWTO/DNS-HOWTO-5.html
[3] https://www.isc.org/downloads/bind/

Feito!

sábado, 19 de novembro de 2016

Instalando o ambiente gráfico MATE no Linux

O ambiente gráfico MATE é o fork do Gnome 2, então para aqueles que não curtiram o Gnome 3 e querem usar o Gnome 2, pode usar o MATE que lembrará muito a versão antecessor do Gnome 3. O presente Howto é destinado para as distribuições Linux Slackware 14.2, Debian 8, RHEL 7/CentOS 7/Fedora, Arch Linux, openSUSE 13.2/Leap 42.1/Tumbleweed e Ubuntu 16.04.1 LTS até a data de publicação deste post.

Slackware 14.2 (32 bits)
$ mkdir mate-desktop && cd mate-desktop/
$ lftp -c "open http://slackware.org.uk/msb/14.2/1.16/; mirror x86"
$ cd x86/
$ su
# upgradepkg --install-new deps/*.t?z
# upgradepkg --install-new base/*.t?z
# upgradepkg --install-new extra/*.t?z
# exit

Para selecionar o ambiente gráfico MATE por default no boot
# xwmconfig

Slackware 14.2 (64 bits)
$mkdir mate-desktop && cd mate-desktop/
$ lftp -c "open http://slackware.org.uk/msb/14.2/1.16/; mirror x86_64"
$ cd x86_64/
$ su
# upgradepkg --install-new deps/*.t?z
# upgradepkg --install-new base/*.t?z
# upgradepkg --install-new extra/*.t?z
# exit

Para selecionar o ambiente gráfico MATE por default no boot
# xwmconfig

Debian 8
Estando com o arquivo /etc/apt/sources.list conforme o arquivo sources.list segue:
#apt-get update
#apt-get install mate-desktop-environment
#apt-get install mate-desktop-environment-extras


RHEL 7 / CentOS 7 / Fedora
#yum groupinstall mate-desktop

Arch Linux
#pacman -Syy mate mate-extra

openSUSE 13.2
#zypper ar -r http://download.opensuse.org/repositories/X11:/MATE:/Current/openSUSE_13.2/X11:MATE:Current.repo
openSUSE Leap 42.1
#zypper ar -r http://download.opensuse.org/repositories/X11:/MATE:/Current/openSUSE_Leap_42.1/X11:MATE:Current.repo
openSUSE Tumbleweed
#zypper ar -r http://download.opensuse.org/repositories/X11:/MATE:/Current/openSUSE_Tumbleweed/X11:MATE:Current.repo

Ubuntu 16.04.1 LTS
sudo apt-add-repository ppa:ubuntu-mate-dev/ppa
sudo apt-add-repository ppa:ubuntu-mate-dev/trusty-mate
sudo apt-get update
sudo apt-get upgrade
sudo apt-get install mate-desktop-environment-extras

Feito!

terça-feira, 25 de outubro de 2016

Instalando PHP 7 no Linux

O presente post, mostra os procedimentos para instalar o PHP 7 (lançado oficialmente em 2016), juntamente com o servidor Apache e o SGBD MySQL nas distros Ubuntu, Debian 8.x e CentOS 7.x
Observação: Não pode ter o PHP 5.x instalado, antes de seguir os procedimentos abaixo deve remover por completo o PHP 5.x, pois ocorre conflito. Para isso, basta executar no Debian e Ubuntu # apt-get purge php5-*
Segue os procedimentos conforme a distribuição Linux adotada:

No Ubuntu


sudo apt-get update
sudo apt-get install ca-certificates apache2 libapache2-mod-php php-cli php php-curl php-apcu php-gd php-imap php-ldap php-mysql php-cas php-soap php-mbstring php-xml php-xmlrpc mariadb-server


No Debian
Adicionar no arquivo /etc/apt/sources.list as linhas abaixo
deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stable main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stable main contrib non-free

deb http://ftp.br.debian.org/debian/ stable-updates main contrib non-free
deb-src http://ftp.br.debian.org/debian/ stable-updates main contrib non-free

deb http://security.debian.org/ stable/updates main contrib non-free
deb-src http://security.debian.org/ stable/updates main contrib non-free


Atualiza do repositório e instala os pacotes que compõe o ambiente de desenvolvimento web completo
# apt-get update
# apt-get install ca-certificates apache2 libapache2-mod-php php-cli php php-curl php-apcu php-gd php-imap php-ldap php-mysql php-cas php-soap php-mbstring php-xml php-xmlrpc mariadb-server


No RHEL/CentOS 7.x
No CentOS 7.x, foi adotado o SGBD MariaDB (fork do MySQL)
yum install httpd mariadb mariadb-server
rpm -Uvh https://dl.fedoraproject.org/pub/epel/epel-release-latest-7.noarch.rpm
rpm -Uvh https://mirror.webtatic.com/yum/el7/webtatic-release.rpm
yum install php70w


Feito!

sábado, 2 de maio de 2015

Instalando o navegador Chrome no Debian e Ubuntu

Nesse post, irei mostrar a instalação do navegador Google Chrome na distribuição Linux Debian e Ubuntu, pelo instalador .deb. Acesse https://www.google.com.br/chrome/browser/desktop/ , clique no botão "Fazer o download do Google Chrome", selecione a arquitetura do seu processador 32 bits ou 64 bits em para Debian/Ubuntu, em seguida clique no botão "Aceitar e instalar" que irá redirecionar o download do instalador "google-chrome-stable_current_i386.deb" e assim salve em algum diretório do seu sistema, normalmente é no diretório /home/seuUsuario/Downloads.

Após o download do instalador do Google Chrome (.deb), ainda precisará instalar o pacote "libcurl3" que depende do instalador do Chrome. No caso do GNU/Linux Debian e/ou Ubuntu é fácil, utilizando o gerenciador de pacotes APT, como segue abaixo.

#apt-get install libcurl3

Após o término da instalação do pacote "libcurl3", poderá executar o instalador do Google Chrome que irá instalar sem erro.
Acesse até o diretório onde você salvou o instalador e execute o utilitário dpkg que faz instalação de pacotes .deb no Debian e derivados.

#dpkg -i google-chrome-stable_current_i386.deb
Feito!

domingo, 4 de setembro de 2011

Criando sources.list no Debian GNU/Linux

Para os usuários da distro Debian e Ubuntu que necessitam editar o arquivo /etc/sources.list com repositórios para poder atualizar e instalar pacotes com APT (apt-get/aptitude), aí vai uma dica de como construir o arquivo sources.list de forma rápida.

Acesse o site:

http://debgen.simplylinux.ch/index.php

Selecione o país, versão da distro e os repositórios que deseja ter no arquivo sources.list. Depois será gerado o arquivo sources.list conforme você escolheu, daí é só copiar e colar em /etc/apt/sources.list.

Postado também em: http://www.vivaolinux.com.br/dica/Criando-sources.list-no-Debian-GNU-Linux/

Feito!
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