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segunda-feira, 19 de janeiro de 2026

A melhor ferramenta para testar sites e aplicações web responsivos

Se você trabalha com desenvolvimento web, já deve ter enfrentado o desafio de testar como um site ou aplicação se comporta em diferentes tamanhos de tela. Garantir que uma interface funcione bem em celulares, tablets e desktops é fundamental, e é exatamente aí que entra o Responsively App.

No presente artigo, você vai entender o que é essa ferramenta, como ela funciona, quais são suas principais vantagens e por que ela pode transformar sua produtividade no desenvolvimento de layouts responsivos.

O que é o Responsively App?

O Responsively App é uma plataforma open-source criada para facilitar o teste de sites responsivos. Trata-se de um navegador especializado para desenvolvedores e designers, que permite visualizar simultaneamente uma aplicação web em vários dispositivos e resoluções diferentes.

Diferentemente do modo responsivo presente no Chrome DevTools ou em outros navegadores, o Responsively App oferece uma experiência muito mais prática e produtiva, centralizando todos os testes em uma única interface.

Com ele, você pode:

  • Testar sua aplicação em várias telas ao mesmo tempo
  • Simular smartphones, tablets e desktops
  • Sincronizar cliques, scroll e navegação
  • Inspecionar elementos de forma unificada
  • Acompanhar mudanças em tempo real
  • Tudo isso em um único ambiente.

Por que testar responsividade é tão importante?

Hoje, a maior parte dos acessos à internet acontece por dispositivos móveis. Isso significa que um site mal adaptado para telas menores pode resultar em:

  • Perda de usuários
  • Queda nas taxas de conversão
  • Piora na experiência do cliente
  • Impacto negativo no SEO

O Google prioriza páginas otimizadas para mobile. Portanto, garantir um layout responsivo não é apenas uma questão estética, mas também estratégica.

Ferramentas como o Responsively App tornam esse processo muito mais rápido e preciso.

Principais funcionalidades do Responsively App

Visualização simultânea em múltiplos dispositivos

Essa é a funcionalidade mais marcante da plataforma.

Ao abrir um site ou aplicação, o Responsively App exibe automaticamente várias versões lado a lado, simulando diferentes dispositivos como:

  • iPhone
  • Android
  • Tablets
  • Monitores maiores

Qualquer interação feita em uma tela é replicada em todas as outras ao mesmo tempo.

Isso permite identificar rapidamente problemas como:

  • Quebra de layout
  • Fontes desalinhadas
  • Elementos cortados
  • Erros de usabilidade
  • Sincronização de interações

Um grande diferencial é a sincronização completa:

  • Scroll
  • Cliques
  • Preenchimento de formulários
  • Navegação entre páginas

Tudo é refletido em todas as visualizações, economizando muito tempo em comparação aos testes tradicionais.

Inspector unificado

O Responsively App conta com um painel de inspeção integrado, que permite:

  • Analisar HTML e CSS
  • -Verificar estilos aplicados
  • Debugar problemas de layout

Esse recurso substitui a necessidade de abrir múltiplos DevTools em vários navegadores.

Dispositivos personalizados

Além dos dispositivos já configurados, você pode criar seus próprios perfis de tela, definindo:

  • Largura
  • Altura
  • User Agent
  • Densidade de pixels

Isso é muito útil para testar resoluções específicas de clientes ou projetos.

Integração com ambiente de desenvolvimento

Se você trabalha com essas stacks front-end como:

  • apenas HTML+CSS+JS
  • React
  • Angular
  • Vue.js
  • Next.js

O Responsively App é um excelente complemento. Ele suporta hot reload e atualizações em tempo real, refletindo automaticamente as mudanças no código.

Vantagens de usar o Responsively App

Entre os principais benefícios estão:

  • Aumento de produtividade
  • Redução do tempo de testes
  • Identificação rápida de problemas
  • Fluxo de trabalho mais profissional
  • Interface simples e intuitiva
  • Ferramenta totalmente gratuita

Para desenvolvedores front-end, UI/UX designers e profissionais de QA, trata-se de uma ferramenta praticamente indispensável.

Responsively App substitui testes reais?

É importante deixar claro: nenhuma ferramenta substitui totalmente o teste em dispositivos reais.

O Responsively App deve ser visto como um poderoso aliado no processo inicial de desenvolvimento e validação visual. Ele ajuda a encontrar rapidamente a maioria dos problemas, mas testes finais em smartphones e navegadores reais continuam sendo recomendados.

Como começar a usar o Responsively App

Para começar a utilizar é muito simples:

  • Acesse o site oficial: https://responsively.app

  • Faça o download da versão compatível com seu sistema operacional
  • Instale no Windows, macOS ou Linux

Abra a aplicação e informe a URL do seu projeto

Em poucos minutos você já estará testando suas interfaces de forma profissional.

Considerações finais

O Responsively App é uma das melhores ferramentas gratuitas disponíveis hoje para desenvolvimento web responsivo.

Ele oferece um ambiente prático, produtivo e moderno para testar aplicações em múltiplos dispositivos, economizando tempo e evitando retrabalho.

Se você desenvolve interfaces web e ainda não utiliza essa ferramenta, está perdendo uma excelente oportunidade de otimizar seu fluxo de trabalho.

Experimente o Responsively App e eleve o nível dos seus projetos front-end.

Feito!

sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Testando responsividade do app Frontend nos dispositivos móveis real

Durante o desenvolvimento de aplicações web modernas com React, Angular ou Vue, grande parte do tempo é gasta ajustando layout, responsividade e comportamento em dispositivos móveis.

Normalmente usamos as ferramentas DevTools do navegador para simular telas menores. Porém, existe uma forma muito mais eficiente e realista de testar sua aplicação: acessando o servidor de desenvolvimento diretamente pelo celular na mesma rede.

No presente artigo, vou explicar como utilizar um comando para transformar seu ambiente local em um servidor acessível por qualquer dispositivo conectado ao mesmo Wi-Fi, permitindo testes reais de responsividade.

O problema com os simuladores de navegador

Ferramentas como o modo "Device Toolbar" do Chrome DevTools são excelentes para:

  • visualizar diferentes tamanhos de tela
  • simular breakpoints CSS
  • testar rapidamente ajustes de layout

Mas elas possuem limitações importantes:

  • não reproduzem com fidelidade o comportamento de toque (touch)
  • não refletem exatamente a performance do dispositivo
  • podem renderizar fontes e elementos de forma diferente
  • não reproduzem 100% o comportamento de navegadores mobile reais

Ou seja: são simuladores, não substitutos do teste real.

A solução: expor o servidor local para a rede

Quando você executa um projeto frontend com o comando tradicional:

npm run dev

o servidor normalmente fica acessível apenas via:

http://localhost:3000 (app React) ou

http://localhost:4200 (app Angular)

Isso significa que somente o seu computador consegue acessá-lo.

Ao adicionar o parâmetro --host:

npm run dev -- --host

o servidor passa a ser disponibilizado também no endereço IP da sua máquina na rede local.

O que muda na prática

Após executar o comando com --host, o terminal geralmente exibe algo assim:

Local: http://localhost:5173
Network: http://192.168.0.15:5173

O endereço exibido na linha "Network" é exatamente o que você pode abrir no navegador do celular ou Tablet conectado ao mesmo Wi-Fi.

Basta acessar:

http://192.168.0.15:5173

e você verá sua aplicação executando diretamente no dispositivo real.

Como funciona em cada tecnologia

React com Vite

projetos React que utilizam Vite, o comando já funciona nativamente:

npm run dev -- --host

O próprio Vite se encarrega de expor o servidor na rede.

Angular

No Angular CLI o conceito é o mesmo, com sintaxe ligeiramente diferente:

ng serve --host 0.0.0.0

Ou via npm:

npm start -- --host 0.0.0.0

O efeito é idêntico: permitir acesso externo ao ambiente de desenvolvimento.

Vantagens de testar no celular ou Tablet real

Usar o acesso pela rede local traz benefícios diretos:

  1. Teste fiel de UX
    • comportamento real de scroll
    • funcionamento de gestos
    • experiência real de toque
    • validação verdadeira de menus e botões
  2. Validação correta de responsividade
  3. Você consegue testar:

    • breakpoints CSS reais
    • layouts flex e grid
    • formulários
    • modais
    • animações
    • desempenho em hardware real
  4. Debug mais próximo da produção
  5. O que você vê no celular é muito mais próximo do que o usuário final verá após o deploy.

Boas práticas ao utilizar --host

Para evitar problemas, siga estas recomendações:

  • Certifique-se de que computador e celular estão na mesma rede Wi-Fi
  • Desative VPNs que possam bloquear o acesso
  • Verifique se o firewall não está bloqueando a porta do projeto
  • Teste em mais de um navegador mobile (Chrome, Safari, Edge)
  • Utilize diferentes tamanhos de tela reais

Dica extra: facilite o acesso com QR Code

Uma prática interessante é gerar um QR Code com o endereço exibido no terminal. Assim você pode abrir o site no celular sem precisar digitar o IP manualmente.

Existem extensões e ferramentas que fazem isso automaticamente a partir da URL exibida.

Considerações finais

O comando npm run dev -- --host no React ou ng serve --host 0.0.0.0 no Angular é um recurso simples, mas extremamente poderoso para o dia a dia do desenvolvedor frontend.

Ele permite:

  • testar sua aplicação em dispositivos reais
  • validar responsividade com precisão
  • melhorar a qualidade da interface
  • identificar problemas que simuladores não mostram

Se você ainda não utiliza essa abordagem, comece hoje mesmo. Sua produtividade e a qualidade do seu frontend vão melhorar consideravelmente.

Feito!

terça-feira, 13 de janeiro de 2026

Variáveis dinâmicas no Postman

Quando começamos a automatizar testes de API, uma dor comum aparece rapidamente:

Como manter os testes realistas, sem precisar ficar inventando manualmente nomes, e-mails ou identificadores únicos toda vez?

Foi exatamente para isso que o Postman introduziu as Dynamic Variables, variáveis internas que geram dados aleatórios automaticamente no momento da execução.

Com a minha experiência de Analista Desenvolvedor de Sistemas e Aplicativos, posso dizer: isso economiza tempo, reduz duplicidade e evita falsos positivos causados por dados repetidos.

Vamos explorar, com exemplos práticos.

O que são variáveis dinâmicas?

São placeholders especiais, no formato:

{{$nomeDaVariavel}}

Quando a requisição executa, o Postman substitui automaticamente pelo valor gerado.

Você pode usá-las em:

  • Body (JSON, XML, form-data)
  • URL/Query string
  • Headers
  • Scripts (Pre-request e Tests)

E não precisa criar variáveis de ambiente, elas funcionam "out of the box".

Tabela 1: Principais variáveis dinâmicas (com exemplos)

Aqui estão algumas das mais utilizadas na prática.

Variável Descrição Exemplo de valor gerado
{{$guid}} Gera um identificador único no formato UUID (v4). 7f4e5e5e-b5d1-44cd-9f7f-9f4af45c2c32
{{$timestamp}} Retorna o timestamp atual no formato Unix (segundos). 1736083201
{{$randomInt}} Gera um número inteiro aleatório entre 0 e 1000. 487
{{$randomUUID}} Gera um UUID aleatório. 9c5c5791-6b3a-4c5d-8c39-5dd1d9fae291
{{$randomFirstName}} Gera um nome próprio aleatório. Mariana
{{$randomLastName}} Gera um sobrenome aleatório. Souza
{{$randomFullName}} Gera um nome completo aleatório. Mariana Souza
{{$randomEmail}} Gera um endereço de e-mail válido e aleatório. mariana.souza@example.com
{{$randomUserName}} Gera um nome de usuário aleatório. msouza92
{{$randomPassword}} Gera uma senha aleatória. D3f@ult!92
{{$randomPhoneNumber}} Gera um número de telefone fictício. +1 202 555 0189
{{$randomCity}} Gera o nome de uma cidade aleatória. Curitiba
{{$randomCountry}} Gera o nome de um país aleatório. Brazil
{{$randomZipCode}} Gera um código postal (CEP/ZIP) aleatório. 01001-000
{{$randomStreetAddress}} Gera um endereço completo aleatório. Av. Central, 120
{{$randomCompanyName}} Gera um nome de empresa aleatório. SoftBridge Ltd.
{{$randomUrl}} Gera uma URL aleatória válida. https://example.org
{{$randomIP}} Gera um endereço IPv4 aleatório. 192.0.2.45

Essas variáveis são suficientes para simular a maioria dos cenários de CRUD.

Exemplo prático: criando um usuário com dados aleatórios

Body JSON:


{
  "firstName": "{{$randomFirstName}}",
  "lastName": "{{$randomLastName}}",
  "email": "{{$randomEmail}}",
  "username": "{{$randomUserName}}",
  "password": "{{$randomPassword}}",
  "id": "{{$guid}}",
  "createdAt": "{{$timestamp}}"
}

Toda execução cria um usuário diferente, evitando conflitos como:

  • "email já cadastrado"
  • "id duplicado"
  • "username já existe"

Reutilizando valores gerados entre requisições

Às vezes, você precisa:

  • cadastrar um usuário
  • logar com ele
  • buscar detalhes
  • excluir

Para isso, "capture" os dados no Pre-request ou Tests:

pm.environment.set("email", pm.variables.replaceIn("{{$randomEmail}}"));

pm.environment.set("userId", pm.variables.replaceIn("{{$guid}}"));

Depois, use normalmente:

{{email}}

{{userId}}

Essa combinação torna os testes reprodutíveis e automatizáveis.

Boas práticas de quem usa em produção

Não dependa de dados fixos

Sempre que o endpoint permitir, prefira dados gerados.

Guarde apenas o necessário

Evite poluir o ambiente com dezenas de variáveis.

Simule casos reais

Misture números, datas e strings para validar regras de negócio.

Documente na coleção

Outros devs vão agradecer quando precisarem interpretar seus testes.

Quando NÃO usar variáveis dinâmicas

Testes que exigem dados determinísticos (comparação exata de respostas).

Cenários de regressão, onde o valor precisa ser sempre igual.

Validações financeiras, fiscais ou com regras rígidas.

Use com critério.

Considerações finais

Variáveis dinâmicas transformam o Postman em algo além de um simples cliente HTTP:

Elas ajudam a criar testes mais robustos, confiáveis e próximos do mundo real, sem scripts complexos.

Se você ainda está copiando e colando valores manualmente, experimente substituí-los pelas variáveis dinâmicas apresentadas na Tabela 1: Principais variáveis dinâmicas, aplicando-as conforme o exemplo prático demonstrado neste artigo.

O ganho de produtividade aparece imediatamente.

Feito!

sexta-feira, 9 de janeiro de 2026

Guia prático de redes Docker

Entenda o essencial e pare de sofrer

Por que redes Docker importam?

Contêineres são processos isolados. Para que conversem entre si e com o mundo externo, precisam de rede.

Quando você ignora esse ponto, surgem sintomas típicos:

  • "O container sobe, mas o app não conecta ao banco."
  • "Funciona no meu computador, mas não no servidor."
  • "Consigo acessar localhost, mas o container não."

Quase sempre, a raiz do problema é como a rede foi criada ou usada.

  1. O mapa mental das redes Docker (o que realmente existe)
  2. Quando você instala Docker, ele cria automaticamente três redes:

    Rede Descrição Quando usar Observações importantes
    bridge Rede padrão criada pelo Docker para comunicação entre contêineres no mesmo host. Desenvolvimento local e aplicações simples com múltiplos contêineres. Possui DNS interno; contêineres se comunicam pelo nome. É a base da maioria dos projetos com Docker Compose.
    host Remove o isolamento de rede; o contêiner utiliza diretamente a rede do host. Casos específicos de performance ou necessidade de acesso direto à rede do host. Elimina o mapeamento de portas. Reduz isolamento e aumenta riscos se usado sem critério.
    none Contêiner sem qualquer interface de rede configurada. Jobs isolados, processamento offline ou tarefas batch. Não permite comunicação externa ou interna. Uso pouco comum em aplicações web.

    Na maioria dos projetos, você vai trabalhar quase sempre com "bridge", normalmente criada com docker network create.

  3. Conceito-chave: DNS interno do Docker
  4. Este é o ponto mais ignorado, e o que mais causa problemas.

    Dentro de uma rede Docker:

    • Você não usa localhost para falar com outro contêiner.
    • Você usa o nome do serviço (ou nome do contêiner).

    Exemplo no docker-compose.yml:

    
    services:
      api:
        image: minhaapi
        depends_on:
          - db
      db:
        image: postgres:16
    
    

    A aplicação "api" deve conectar no banco usando:

    DB_HOST=db

    e não:

    DB_HOST=localhost

    Regra mental simples: no Docker, serviços conversam pelo nome.

  5. Portas: interna x externa (a confusão clássica)
  6. Quando você publica uma porta, faz um mapeamento:

    -p 8080:8080

    Leia assim:

    porta_do_host : porta_do_container

    -O contêiner continua ouvindo dentro dele (porta interna).

    -O host expõe a porta para fora.

    Se você esquecer o -p, o serviço funciona entre containers, mas não de fora para dentro, e parece "quebrado".

  7. Criando redes do jeito certo
  8. Crie explicitamente uma rede para seu projeto:

    docker network create minha-rede

    Quando subir containers:

    docker run -d --name api --network minha-rede minhaapi

    docker run -d --name db --network minha-rede postgres:16

    Agora ambos:

    Estão isolados de outros projetos.

    Podem se resolver por nome.

    Não "vazam" comunicação desnecessária.

  9. Compose: onde tudo fica mais limpo
  10. No docker-compose.yml, usar rede é natural:

    
    services:
      api:
        image: minhaapi
        ports:
          - "8080:8080"
        depends_on:
          - db
        networks:
          - appnet
    
      db:
        image: postgres:16
        networks:
          - appnet
    
    networks:
      appnet:
        driver: bridge
    
    

    Você ganha:

    • Organização
    • Reprodutibilidade
    • Zero dor com comandos longos
  11. Comunicação: quem enxerga quem?
  12. Contêineres na mesma rede -> conversam entre si.

    Contêineres em redes diferentes -> não conversam (a menos que você conecte).

    Host acessa container exposto via localhost:porta_publicada.

    Quer conectar um container a outra rede?

    docker network connect outra-rede api

  13. Banco de dados e "localhost": por que sempre falha
  14. Cenário comum:

    App Java no container

    Banco PostgreSQL no container

    Conexão configurada para localhost

    Resultado: erro.

    Explicação curta: "localhost" dentro do container aponta para ele mesmo, não para outro container.

    Use:

    jdbc:postgresql://db:5432/meubanco

    Simples assim.

  15. Debug rápido (checklist)
  16. Quando algo "não comunica", verifique:

    O container está na mesma rede?

    Estou usando nome do serviço, não localhost?

    A porta está publicada (-p) quando preciso acessar do host?

    O container de destino realmente está ouvindo na porta esperada?

    Compose não está criando uma rede automática diferente?

    Ferramentas úteis:

    docker network ls

    docker network inspect <nome>

    docker container inspect <nome>

  17. Boas práticas arquiteturais
  18. Uma rede por sistema (ou domínio lógico).

    Não expose banco de dados para fora sem necessidade.

    Use nomes estáveis de serviços.

    Documente portas e dependências.

    Prefira docker compose ao invés de comandos manuais.

  19. Mentalidade correta para redes Docker
  20. Ao desenhar um ambiente, pergunte:

    • Quem precisa falar com quem?
    • Essa comunicação é interna ou externa?
    • Existe risco se alguém fora enxergar este serviço?
    • Preciso compartilhar a rede com outros projetos?

    Responder isso antes evita retrabalho depois.

Considerações finais

Docker Networks não são complicadas, apenas exigem um modelo mental correto:

  • containers conversam por nomes
  • redes definem fronteiras
  • portas definem exposição
  • compose organiza tudo

Dominar estes fundamentos elimina a maior parte dos problemas de conectividade e devolve tempo para o que realmente importa: entregar software.

Feito!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2026

Guia para iniciantes em programação em 2026

Como começar do jeito certo, mesmo com a Inteligência Artificial (IA) escrevendo código

Nos últimos anos, a IA transformou profundamente a forma como construímos software. Ferramentas automatizam trechos inteiros de código, sugerem arquiteturas e até detectam problemas antes de chegarem à produção. É natural que surja a pergunta:

"Ainda vale a pena aprender a programar do zero?"

Minha resposta, baseada em mais de 10 anos de atuação em projetos reais, é simples:

Sim, mas do jeito certo.

Quem aprende fundamentos, desenvolve raciocínio sistêmico e entende como softwares realmente funcionam continuará indispensável. Quem apenas "aperta botões" de IA, sem compreender o que está sendo gerado, será rapidamente substituído.

Este guia mostra como iniciar com solidez, evitar atalhos perigosos e aproveitar a IA como alavanca, não como muleta.

  1. A verdade sobre aprender programação em 2026
  2. Hoje, qualquer iniciante pode escrever um CRUD completo com poucas instruções a uma ferramenta de IA. Mas há um ponto crítico:

    A IA entrega código, não compreensão.

    Ao longo da carreira, presenciei três padrões recorrentes em profissionais iniciantes:

    Sabem usar frameworks, mas não entendem lógica básica.

    Diante de um erro, travam.

    Copiam soluções que não sabem adaptar.

    Quando o cenário muda, o sistema quebra.

    Confiam cegamente em ferramentas.

    Resulta em software inseguro, caro e difícil de manter.

    Os profissionais que evoluíram, em contraste, tinham algo em comum: fortes fundamentos.

  3. Os fundamentos que ninguém deveria pular
  4. Se você quer longevidade na área, domine, na prática, os pilares abaixo:

    Lógica de Programação

    Estruturas condicionais, loops, funções, decomposição de problemas.

    Sem isso, qualquer linguagem parecerá difícil.

    Estruturas de Dados

    Listas, filas, pilhas, árvores, hash tables.

    Você não precisa decorar tudo — precisa entender quando usar.

    Algoritmos

    Busca, ordenação, complexidade (noções de Big-O).

    É aqui que o pensamento computacional se desenvolve.

    Versionamento (Git)

    Profissionais trabalham em equipe, versionam código e revisam mudanças.

    Arquitetura e Boas Práticas

    Coesão, acoplamento, SOLID, padrões comuns.

    Esses conceitos determinam manutenibilidade e escalabilidade.

    Bases de Dados

    Modelagem, normalização e SQL.

    Grande parte das aplicações existe para manipular dados.

    A IA acelera, mas fundamentos orientam suas decisões.

  5. Como a IA se encaixa nesse aprendizado
  6. Depois que os fundamentos começam a fazer sentido, a IA se torna uma vantagem competitiva:

    • Protótipos mais rápidos
    • Automação de tarefas repetitivas
    • Geração de testes, documentação e exemplos
    • Explicações segmentadas sobre código existente

    O uso inteligente da IA é este:

    • Você pensa. A IA executa mais rápido.
    • Você revisa e decide.

    O uso perigoso é:

    • A IA pensa. Você apenas copia.

    No meu dia a dia, já precisei revisar códigos "perfeitos" gerados por IA que ignoravam requisitos de segurança, performance e regras de negócio. Somente quem compreende fundamentos consegue identificar esses riscos.

  7. Um roteiro prático para iniciar com solidez
  8. Etapa 1: Base lógica

    Resolver problemas simples (ex.: exercícios de lógica)

    Usar linguagens amigáveis (Python, JavaScript)

    Etapa 2: Projetos pequenos

    Calculadora

    Lista de tarefas

    Agenda de contatos

    API simples

    Etapa 3: Versionamento + testes

    Criar repositórios

    Escrever testes básicos automatizados

    Etapa 4: Arquitetura

    MVC, camadas, responsabilidade única

    Refatoração guiada por leitura de código

    Etapa 5: IA como apoio

    Pedir exemplos

    Pedir explicações de erros

    Gerar documentação

    Regra de ouro: sempre entenda o que foi gerado antes de usar.

  9. O que eu aprendi em mais de 10 anos na área
  10. Algumas lições que vi se repetirem:

    • Código simples dura mais que código "brilhante".
    • Requisitos mudam, arquiteturas mal pensadas quebram.
    • Boa comunicação é tão importante quanto boas habilidades técnicas.
    • Leitura de código é mais frequente que escrita.
    • Conhecer fundamentos permite aprender qualquer nova tecnologia.

    Já vi profissionais que dominavam apenas uma stack ficarem defasados quando ela mudou.

    Já vi outros, que dominavam fundamentos, migrarem rapidamente entre linguagens e crescerem para papéis de arquitetura, liderança e inovação.

  11. Atalhos que você deve evitar
  12. Aprender só por tutorial sem praticar

    Ignorar testes

    Depender exclusivamente de IA

    Focar primeiro na "ferramenta da moda"

    Copiar código sem revisar

    Esses caminhos parecem rápidos, até que o primeiro problema real aparece.

  13. Como saber se você está no caminho certo
  14. Pergunte-se periodicamente:

    • Consigo explicar por que esse código funciona?
    • Sei como eu depuraria se algo falhar?
    • Eu conseguiria resolver o mesmo problema com outra linguagem?
    • Sei quando aceitar ou rejeitar sugestões da IA?

    Se as respostas forem "sim", você está construindo maturidade técnica.

Considerações finais

Programar continua sendo sobre pensar

Em 2026, programar não é mais apenas digitar instruções.

É modelar problemas, tomar decisões técnicas e garantir qualidade.

A IA ampliará sua produtividade, mas somente se você souber guiar o processo.

Quem domina fundamentos continuará relevante, liderará soluções complexas e se adaptará ao que vier. Quem pular etapas, depender apenas de ferramentas e ignorar conceitos essenciais ficará limitado a tarefas de curto prazo.

Se deseja começar do jeito certo:

  • Aprenda fundamentos.
  • Use IA como alavanca.
  • Construa projetos reais.
  • Evolua continuamente.

Leia os artigos a seguir na ordem

Comece sua Jornada na Programação!

Aprenda do zero, evolua e construa sua carreira com essa série especial de artigos:

Parte 1: Por onde começar na programação?

Aprenda os primeiros passos para entrar no mundo da programação com segurança.

Parte 2: O que fazer para evoluir como programador?

Saiba como sair do básico, criar projetos reais e se preparar para oportunidades.

Parte 3: O fim do começo: como construir sua carreira em programação

Descubra como se tornar um programador profissional e planejar sua evolução.

Feito!

quinta-feira, 18 de dezembro de 2025

Conhecendo o túnel seguro que facilita expor uma aplicação local na internet

Quando trabalhamos com APIs, webhooks, integrações externas ou demos rápidas para clientes, frequentemente precisamos expor um servidor local para a internet, sem publicar a aplicação em produção.

É exatamente aí que o ngrok brilha: ele cria um túnel seguro, temporário e auditável entre sua máquina e a web.

Com o presente artigo, você vai entender:

  • O que é ngrok e por que utilizá-lo
  • Casos de uso comuns no dia a dia de desenvolvimento
  • Vantagens técnicas
  • Instalação no Linux
  • Exemplo prático: expondo um servidor local
  • Boas práticas e dicas

O que é o ngrok?

O ngrok é um proxy reverso com tunelamento seguro.

Ele cria um endereço público (HTTP/HTTPS/TCP) que aponta diretamente para um serviço rodando na sua máquina.

Internet ➜ Ngrok ➜ Seu computador (localhost)

Sem reconfigurar roteadores, firewall ou DNS.

Por que usar ngrok?

  1. Webhooks e integrações
  2. Ferramentas como:

    • Stripe
    • GitHub
    • WhatsApp API
    • Telegram
    • PagSeguro
    • Mercado Pago

    Exigem URLs públicas. Com ngrok, você recebe chamadas externas enquanto desenvolve localmente.

  3. Demonstrações rápidas
  4. Mostre um MVP para clientes ou colegas.

  5. Debug e monitoramento
  6. O ngrok oferece um painel com replay de requisições, essencial para entender comportamentos.

  7. Trabalhar remotamente com times
  8. Compartilhe um ambiente local com segurança, permitindo testes colaborativos.

    Vantagens técnicas

    Criptografia TLS nativa

    Logs e replay de requisições

    Subdomínios personalizados (em planos pagos)

    Tunelamento para HTTP, HTTPS e TCP

    Integrações com CI/CD

    Não exige alterações na infraestrutura

    Funciona em qualquer sistema operacional

Instalação do ngrok no Linux

Antes de tudo, crie ou acesse sua conta gratuita:

https://dashboard.ngrok.com

Copie seu authtoken, pois será necessário.

Debian, Ubuntu, Fedora

Baixe e instale:

wget https://bin.equinox.io/c/bNyj1mQVY4c/ngrok-v3-stable-linux-amd64.tgz

tar -xvzf ngrok-v3-stable-linux-amd64.tgz

sudo mv ngrok /usr/local/bin/ngrok

Adicione o token:

ngrok config add-authtoken SEU_TOKEN

Confirme: ngrok version

Usando o ngrok na prática

Expor uma aplicação local (porta 3000, por exemplo):

ngrok http 3000

Com o projeto em execução na sua máquina com a porta 80, execute:

ngrok http 80

Você verá algo parecido com:

Forwarding https://abcd-1234.ngrok-free.app -> http://localhost:3000

ou

Forwarding https://abcd-1234.ngrok-free.app -> http://localhost:80

Esse endereço pode ser usado por qualquer serviço externo.

Acessar o painel de inspeção

No browser acesse: http://127.0.0.1:4040

Nesse painel é possível:

  • visualizar requisições
  • responder novamente (replay)
  • analisar headers e payloads

Excelente para testes de webhooks.

Dicas e boas práticas

Utilize versões atualizadas

O ngrok pode bloquear agentes antigos:

ngrok update

Evite múltiplas instalações

Se algo parecer estranho:

O comando a seguir mostra o caminho absoluto do binário do ngrok

which ngrok

Proteja endpoints sensíveis

Use autenticação básica:

ngrok http --basic-auth="user:senha" 3000

Anote URLs efêmeras

Em contas gratuitas, as URLs mudam a cada sessão.

Quando NÃO usar ngrok

  • Para substituir deploy em produção
  • Para expor serviços críticos por longos períodos
  • Para aplicações que exigem SLA robusto e IP fixo

Nesses casos, considere VPN corporativa ou reverse proxies dedicados.

Considerações finais

O ngrok elimina fricção no desenvolvimento:

você testa webhooks, mostra MVPs, depura integrações e colabora com seu time, tudo sem precisar de uma VPS.

É uma ferramenta simples, poderosa e que rapidamente se torna indispensável no workflow de APIs e aplicações web.

Feito!

quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Comparativo técnico e casos de uso entre Máquinas Virtuais vs Containers

Nos últimos anos, containers e máquinas virtuais se tornaram protagonistas na forma como desenvolvemos e entregamos software. Ambos têm o objetivo de isolar aplicações e oferecer ambientes controlados, mas funcionam de maneiras diferentes e atendem a necessidades distintas. Entender essas diferenças é essencial para qualquer engenheiro de software que deseja projetar soluções modernas e eficientes.

O que são máquinas virtuais

Máquinas virtuais simulam um sistema operacional completo sobre um hypervisor. Isso significa que cada VM possui seu próprio kernel, bibliotecas e dependências, além de consumir recursos dedicados de CPU, memória e armazenamento. Essa abordagem garante isolamento forte e é ideal para cenários em que segurança e compatibilidade são prioridades.

O que são containers

Containers compartilham o kernel do sistema operacional hospedeiro e isolam apenas o espaço de usuário. Eles são mais leves, iniciam rapidamente e consomem menos recursos. Com ferramentas como Docker e Kubernetes, containers se tornaram padrão para aplicações modernas, permitindo escalabilidade e portabilidade com facilidade.

Comparativo prático

Aspecto Containers Máquinas Virtuais
Inicialização Segundos Minutos
Consumo de recursos Baixo, compartilham kernel Alto, cada VM tem seu próprio SO
Isolamento Moderado Forte
Portabilidade Alta, imagens leves Boa, mas mais pesada
Escalabilidade Ideal para microsserviços Adequada para workloads monolíticos
Gestão Orquestradores como Kubernetes Hypervisores como VMware, Hyper-V

Casos de uso

Containers brilham em arquiteturas de microsserviços, pipelines de CI/CD e aplicações que precisam escalar rapidamente. São perfeitos para ambientes de desenvolvimento e produção que exigem agilidade.

Máquinas virtuais continuam sendo a escolha em cenários que exigem isolamento completo, como sistemas legados, aplicações críticas que não podem compartilhar kernel ou ambientes que precisam executar diferentes sistemas operacionais lado a lado.

Considerações finais

Containers e máquinas virtuais não competem, eles se complementam. Containers oferecem velocidade e eficiência, enquanto máquinas virtuais garantem isolamento e robustez. O papel do engenheiro de software é avaliar o contexto do projeto e escolher a tecnologia que melhor atende às necessidades de negócio e técnicas. Em muitos casos, a combinação das duas abordagens é o caminho mais inteligente, aproveitando o melhor de cada mundo.

Feito!